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Ditadura na UAST

Hoje na UAST/UFRPE vivemos uma ditadura que reprime os estudantes, toma atitudes arbitrárias, persegue não só os estudantes como também funcionários e prestadores de serviço. Hoje dia 2 de junho os estudantes se reuniram em uma assembléia, reivindicando seus direitos através de um documento, por eles mesmos escritos, com o intuito de mostrar para esse “REITOR JURÁSSICO”, que na UAST/UFRPE temos alunos que se preocupam com sua formação acadêmica, e com melhores condições nessa universidade que é de “TODOS”. 

   Por que nós alunos entramos através de um vestibular, e não de indicação de ninguém, como é o caso do nosso diretor administrativo, entramos aqui na universidade por que somos capazes, entramos aqui na universidade por que queremos o melhor para nossa família. Pedimos apenas em troca um boa educação e condições de ensino adequadas. Quero lembrar que não só os estudantes estavam nessa assembléia, como também vários professores e técnicos da instituição. Quero deixá-los a notícia que ainda tem mais, todos os vigilantes da UAST/UFRPE, por exemplo, estão em greve desde do dia 1°, pois a firma contratada pela universidade está a 3 meses sem pagar os salários. 

   Os alunos cobram desde 2007 o aumento do quadro de funcionários de vigilância, por motivos ainda desconhecidos o reitor nunca nos atendeu. E agora? Quem vai fazer a segurança da nossa universidade? Se o quadro de funcionários já era pequeno, os vigilantes (que são apenas 10, 2 vigilantes para cada turno, em dias alternados) estão em greve? Quem vai cuidar da nossa segurança, por que se vale lembrar estudamos na Universidade Federal Rural de Pernambuco, nosso campus fica em serra talhada, mas não é dentro da cidade, é em uma zona que mais parece uma “floresta” de tão densa que é sua vegetação. Por falta de organização da pró-reitoria até alguns professores deixaram de receber seus salários. Agora pensem bem se os vigilantes estão parados, alguns professores não receberam, se “NÃO EXISTE RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO”, se “A CASA DOS ESTUDANTES AINDA NÃO ESTÁ ABERTA” (lembrando que a CASA DOS ESTUDANTES está pronta desde 2008 e está servindo de depósito), como o reitor  quer que agente estude e se forme bons profissionais?

    Não estamos aguentando mais esse jeito que o reitor vem nos tratando, queremos uma atitude da reitoria, somos estudantes participativos e unidos. Hoje depois da assembléia ficou acertado que iremos mandar o documento, para a reitoria e também para o ministério público, pois isso é caso de intervenção pública.


   Na  UAST/UFRPE estamos vivendo uma DITADURA declarada, arbitrária e absurda, e devo lembrar aos senhores e senhoras, que o nosso diretor administrativo é “indicado” da reitoria. A direção não coloca para resolver os problemas apresentados hoje para todos, mas sabe chamar a polícia para reprimir e intimidar os estudantes.

      DITADURA MILITAR e o CORONELISMO não cabem mais em nossos dias, estão fora de moda e foram derrubados pelo povo, e não deve prevalecer em nossa universidade.

 

 

 

Museu de Obras na UAST

 A unidade acadêmica de Serra Talhada (UAST) fará cinco anos em Agosto, porém, nada temos para comemorar. A cada semestre vemos mais e mais estudantes abandonando seus cursos por falta de condições mínimas para se manterem na universidade. Para piorar, a própria UFRPE não oferece condições de manter os estudantes na UAST. A falta de laboratórios, aulas práticas, restaurante universitário e professores é só um exemplo de como tem sido a vida daqueles que querem se formar e construir um futuro. Ao longo desses cinco anos foram belos os discursos, porém, a prática foi posta de lado sem questionamentos.
Por conta de todos esses problemas enfrentados os estudantes mais uma vez se reuniram para debater e solucionar tais demandas, com muita conbatividade. no dia 2/06/2011 mais de 200 estudantes realizaram uma histórica assembleia onde se elaborou em conjunto um documento com as principais queixas dos “uastianos”. Logo após a assembleia os estudantes seguiram em direção aos tapumes das obras e com muita ousadia denunciaram a situação de abandono da unidade, “decorando” os tapumes em resposta a repressão que vivem na unidade, sobretudo sobre o fato da polícia militar ter sido chamada para reprimir os estudantes, chegando até a deter o coordenador geral do DCE-UFRPE, Cloves Silva, por colocar nos tapumes das obras “museu de obras da UAST” junto com outros estudantes uma semana antes.
A repercussão da assembleia e do ato foi grande. Uma semana depois (8/06/2011) como havia sido decidido na assembleia, os estudantes paralisaram as aulas, demonstrando sua força, ousadia e espírito de união.
Com faixas, bandeiras, palavras de ordens, os estudantes de Agronomia, Biologia, Pesca e Zootecnia passaram o dia na unidade com recitais de poesia, Roda de samba, forró e muita alegria durante todo o dia. Todas as rádios da cidade compareceram ao local da paralisação, e o ato teve espaço até na TV ASA BRANCA (filiada da Globo). A noite os estudantes realizaram um ato em frente a sala do diretor geral da UAST  e voltaram para a cidade em caravana, boicotando a empresa que monopoliza o transporte na unidade.
Agora os estudantes da UAST/UFRPE se preparam para entar com uma ação  no ministério público por conta dessa tal situação.
Mais uma vez os estudantes mostraram que a luta é o único caminho para se conquistar uma universidade
melhor, democrática e verdadeiramente de todos: “ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo, e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo.” (Florestan Fernandes)

Nota a comunidade acadêmica de Serra Talhada.

   A todos que constroem essa unidade em seu dia a dia, bom dia. Venho por esse e-mail expor um fato lamentável, que eu, enquanto estudante da UAST dês de 2008 nunca si quer tive relato, ainda mais por estarmos vivendo numa democracia. Nesse domingo (29/05/2011) estávamos nessa unidade fazendo uma “decoração” (se não houvesse um fim político poderia ser chamado de pixação) nos tapumes das obras que são conhecidas por todos. Não ocasião (por volta das 15h00min horas) o vigilante viu e nos chamou atenção; obviamente ele estava fazendo o seu trabalho, e ligou para nosso diretor administrativo, que nos mandou esperar, pois estava vindo até a UAST para “conversar” conosco.

     Fiquei no local, e quero deixar bem claro, que tomei essa decisão para que nenhuma culpa caísse nos vigilantes, e que inclusive, os mesmos salientaram uma preocupação em relação ao ocorrido, já que temiam que a culpa caísse sobre os mesmos. Tal foi minha surpresa, quando chega uma viatura com três policiais , para me deter, após receberem tal denuncia.

     Ai é onde entre, o que eu vou chamar de ironia: O diretor não falou que viria e nos mandou esperar? Será que ele teria esquecido que era eu, quando o vigilante perguntou meu nome e o repassou pelo telefone? Então, para que chamar a polícia para um estudante? Fui conduzido até a delegacia e fique por lá até às 18h30min horas, com um boletim de ocorrência como autor de “crime contra o meio ambiente”, e aqui gostaria de confirmar, sim, que estava denunciando, bem ao modo do jovem e do estudante, “Museu de Obras UAST”, deixando clara nossa indignação frente a todo descaso que vemos em nossa unidade acadêmica. Fiz e faria novamente! Minha consciência de classe e minha formação social e política não aceitam, nem aceitarão jamais, de forma passiva tal situação.

     Apenas a mobilização, a organização e as atitudes reais é que irão definir os rumos de nossa instituição; desse modo, venho deixar a todos cientes meu repúdio a essa atitude do diretor administrativo, pois o mesmo agiu de má fé, não apenas para um estudante, mas para uma legítima representação estudantil da UFRPE, e lembro: A polícia é chamada para prender bandido, e não estudante. Isso nos deixa abismado, pois o vigilante, quando voltávamos novamente a UAST para a polícia fotografar a “decoração”, negou ter ligado para o diretor, por seus mais diversos motivos (o fato dos vigilantes estarem a cerca de três meses sem receberem, talvez seja um dos motivos, mas não sei).

     Por fim, gostaria de recordar que o movimento estudantil não é brincadeira, e essa perseguição pessoal, não passará impune, e que hoje, na UAST/UFRPE estamos vivendo uma DITADURA declarada, arbitrária e absurda, e devo lembrar aos senhores e senhoras, que o nosso diretor administrativo é “indicado” da reitoria, e essa não é a primeira vez q      eu casos de perseguição se apresentam em nossa unidade. A direção não coloca para resolver os problemas apresentados hoje para todos, mas sabe chamar a polícia para reprimir e intimidar os estudantes.

      A DITADURA MILITAR e o CORONELISMO não cabem mais em nossos dias, estão fora de moda e foram derrubados pelo povo, e não deve prevalecer em nossa universidade.

                                                                   

                                                                     “Há Braços”.

 

                              Cloves Silva do Nascimento, Coordenador geral do DCE-UFRPE.

UAST: infiltração, laboratório de informática interditado, livros ameaçados pela chuva e as obras completando aniversário.

 

O REUNI é responsável por propagandear uma falsa realidade em relação às expansões como melhor caminho para solucionar o problema da falta de vagas no ensino superior público. Uma visita rápida as unidades da rural basta para notar que a realidade é bem diferente daquela que é dita pelo governo federal.

O REUNI no interior gera a política do “pelo menos”, deixando de fora do ensino superior vários jovens de nosso estado. Sem autonomia e mal administradas, as unidades amargam até mesmo com simples dificuldades. Na UAST uma chuva rápida é suficiente para interditar o laboratório de informática ou ameaçar comprometer os livros da biblioteca.

Enquanto os estudantes ficam sem poder utilizar o laboratório de informática, em plena semana de provas, as obras da nossa unidade, que foram abandonadas, completam aniversário: biblioteca, casa de estudante, laboratórios e salas dos professores. Até quando vamos ver isso acontecer em nossas unidades? Vale lembrar que em Garanhuns temos a primeira extensão do Brasil, mas a mesma mal possui se quer salas de aula para todos os estudantes nem ao menos sala para os professores, que tem que se virar nos trinta ou na base do improviso.

Só a mobilização dos estudantes garantirá uma universidade cada vez mais democrática, unidades acadêmicas com autonomia verdadeira e uma inclusão, de vez, da sociedade no ensino superior, esse que anda cada vez mais sucateado. A nossa melhor resposta a toda essa dificuldade enfrentada é a mobilização e a combatividade, presentes nos estudantes conscientes de nosso interior.

 

Uma resposta para “UAST

  1. Prof. Elinaldo Alcoforado - DQ / UFRPE

    7 de setembro de 2011 at 21:24

    Caros alunos da UAST
    Temos a oportunidade de escolher a direção correta para uma universidade pública de qualidade que zele pelos princípios da ética, eficiência, humanização (diversidade, inclusão e cidadania).
    Não permitam que prevaleçam a incompetência, o autoritarismo, a ingerência administrativa, a prepotência, que tratam a UAST como um “curral eleitoral”, atitudes e desmandos, tais que levaram as unidades – UAG e UAST- a situação que todos podem constatar. A rural não mereçe esta “cena”.
    Nós que dedicamos nossas vidas a nossa “RURAL”, temos extremo carinho e respeito pela UAG e vislumbramos um futuro promissor. Queremos uma rural para tod@s.

     

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