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Repressão na UAST

11 jun

Nota a comunidade acadêmica de Serra Talhada.

A todos que constroem essa unidade em seu dia a dia, bom dia. Venho por esse e-mail expor um fato lamentável, que eu, enquanto estudante da UAST dês de 2008 nunca si quer tive relato, ainda mais por estarmos vivendo numa democracia. Nesse domingo (29/05/2011) estávamos nessa unidade fazendo uma “decoração” (se não houvesse um fim político poderia ser chamado de pixação) nos tapumes das obras que são conhecidas por todos. Não ocasião (por volta das 15h00min horas) o vigilante viu e nos chamou atenção; obviamente ele estava fazendo o seu trabalho, e ligou para nosso diretor administrativo, que nos mandou esperar, pois estava vindo até a UAST para “conversar” conosco. Fiquei no local, e quero deixar bem claro, que tomei essa decisão para que nenhuma culpa caísse nos vigilantes, e que inclusive, os mesmos salientaram uma preocupação em relação ao ocorrido, já que temiam que a culpa caísse sobre os mesmos. Tal foi minha surpresa, quando chega uma viatura com três policiais , para me deter, após receberem tal denuncia. Ai é onde entre, o que eu vou chamar de ironia: O diretor não falou que viria e nos mandou esperar? Será que ele teria esquecido que era eu, quando o vigilante perguntou meu nome e o repassou pelo telefone? Então, para que chamar a polícia para um estudante? Fui conduzido até a delegacia e fique por lá até às 18h30min horas, com um boletim de ocorrência como autor de “crime contra o meio ambiente”, e aqui gostaria de confirmar, sim, que estava denunciando, bem ao modo do jovem e do estudante, “Museu de Obras UAST”, deixando clara nossa indignação frente a todo descaso que vemos em nossa unidade acadêmica. Fiz e faria novamente! Minha consciência de classe e minha formação social e política não aceitam, nem aceitarão jamais, de forma passiva tal situação. Apenas a mobilização, a organização e as atitudes reais é que irão definir os rumos de nossa instituição; desse modo, venho deixar a todos cientes meu repúdio a essa atitude do diretor administrativo, pois o mesmo agiu de má fé, não apenas para um estudante, mas para uma legítima representação estudantil da UFRPE, e lembro: A polícia é chamada para prender bandido, e não estudante. Isso nos deixa abismado, pois o vigilante, quando voltávamos novamente a UAST para a polícia fotografar a “decoração”, negou ter ligado para o diretor, por seus mais diversos motivos (o fato dos vigilantes estarem a cerca de três meses sem receberem, talvez seja um dos motivos, mas não sei). Por fim, gostaria de recordar que o movimento estudantil não é brincadeira, e essa perseguição pessoal, não passará impune, e que hoje, na UAST/UFRPE estamos vivendo uma DITADURA declarada, arbitrária e absurda, e devo lembrar aos senhores e senhoras, que o nosso diretor administrativo é “indicado” da reitoria, e essa não é a primeira vez q eu casos de perseguição se apresentam em nossa unidade. A direção não coloca para resolver os problemas apresentados hoje para todos, mas sabe chamar a polícia para reprimir e intimidar os estudantes. A DITADURA MILITAR e o CORONELISMO não cabem mais em nossos dias, estão fora de moda e foram derrubados pelo povo, e não deve prevalecer em nossa universidade.

Cloves Silva do Nascimento, Coordenador geral do DCE-UFRPE.

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1 comentário

Publicado por em 11 de junho de 2011 em Atividades do DCE

 

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